O AFS Intercultura Brasil é uma organização com filosofia e objetivos muito nobres e, consequentemente, tem consigo voluntários que trabalham em prol de um bem maior (a paz mundial através da aprendizagem intercultural) e isso precisa estar em sintonia com os objetivos individuais de cada um. Atuar como voluntário do comitê Caxias do Sul (Região Extremo Sul) tem sido uma experiência de vida onde o aprendizado é constante pois os desafios são muitos.
Faço parte do comitê desde o final de 2006 mas já conheço o AFS desde 1994, quando eu tinha 11 anos de idade e meu irmão mais velho fez seu intercâmbio para a Holanda (e hoje mora na Argentina).
Em 2005 fiz um intercâmbio de trabalho para os Estados Unidos por 6 meses (que não foi através do AFS em função de eu já estar com 21 anos na época).
Desde que entrei no comitê, já desenvolvi diversas atividades mas sempre estive mais ligado ao Recebimento (de ‘gringos’) do que ao Envio (de ‘curumins’). Gosto de participar das orientações que os estudantes recebem enquanto estão aqui, principalmente a Orientação de Chegada, a qual chamamos de ‘Survival Orientation’.
Fui professor de português como língua estrangeira por um período e, pela segunda vez, estou atuando como conselheiro (em 2008 de uma estudante da Nova Zelândia e agora, em 2010, de um estudante da Alemanha) não só dos estudantes mas estando em contato com as famílias e escolas hospedeiras.
Também fomos família hospedeira de um estudante da Noruega em 2009/2010 e essa talvez tenha sido uma das experiências mais fantásticas para mim porque, mais do que termos ‘hospedado um intercambista’, ele sempre fará parte da minha vida e será meu irmão de verdade.
É fascinante estar no meio de pessoas que compartilham de objetivos de vida muito semelhantes aos nossos: pessoas inteligentes e esclarecidas, que entendem o ato de viajar como uma oportunidade de aprimorar um novo idioma e de aprender a respeitar as diferenças culturais através deste processo.
Todas as vivências são muito intensas e nos mudam para melhor, nos humanizam. Fiz amigos verdadeiros que hoje estão em muitos lugares do mundo!
Me sinto muito feliz e muito orgulhoso por saber que faço a minha parte para ajudar a tornar o mundo um lugar melhor para se viver e que tudo isso acaba voltando para mim, de muitas formas.
Poder fazer isso na cidade onde nasci e onde moro é também poder mostrar um pouco do meu mundo – da minha cultura e da minha língua, aos que chegam de terras distantes e com isso, reafirmar a nossa própria identidade como indivíduos membros de uma comunidade global.
Jeferson Toledo Vechi, 27 anos;
Professor de Língua Inglesa e acadêmico de Letras – Inglês.
É isso ai Jeferson, todos pela mesma causa e com um só objetivo. Muito legal o que tu escreveu, muitos voluntários vão se identificar com o teu relato. Parabéns pelo teu trabalho ai no comitê Caxias, continue assim e quando precisar da gente é só chamar.
ResponderExcluirótimo texto Jefferson. Ficamos felizes de contar contigo no comitê!
ResponderExcluirObrigado Thiago e comitê Caxias! Os comitês são feitos de pessoas e quando elas estão dispostas a se ajudar, todo o resto acaba acontecendo! É muito legal fazer parte disto! Um abraço!
ResponderExcluir